Sunday, October 24, 2010

A minha dava um anúncio automóvel - Almost Harley


Há quem nunca ouse concretizar um sonho que seja. Duvido muito de quem suspira por uma Harley, mas gostos não se discutem e a vida é muito curta para ser feita de suspiros. Vale sempre a pena, quando a alma não é pequena.

Prémio Zandinga - Vou ganhar o campeonato (Alonso, Julho 2010)


O que aconteceu hoje na Coreia não era expectável. A vitória era para o Vettel e era merecida, dominou até o motor ter rebentado, sem erros nem hesitações. Em condições normais, o alemão teria ficado com o primeiro lugar no campeonato, o que já não se pode dizer que tivesse sido assim tão merecido.

Quem ficou com a liderança foi o Alonso e se para mim o melhor piloto da temporada tem sido o Webber, também não posso dizer que o primeiro lugar fique mal ao espanhol. Independentemente de tudo de mal que o Alonso representa, há que relevar que em Julho estava a 47 pontos da liderança, quando faz esta afirmação: "Vou ganhar o campeonato!"

Ora, a duas corridas do final, encontra-se já à frente e com mais dois pódios acredito que possa levar o caneco. Não consigo deixar de ser vermelho quando escrevo estas linhas, mas não é por isso que deixa de ser verdade que a Ferrari tem feito um trabalho brutal nesta segunda metade do ano. O carro não tem sido o mais rápido, mas consistente o suficiente para estar sempre entre os primeiros.

PS: por mais que pense não consigo arranjar justificação para o circuito coreano. Enquanto na Europa o Bernie obriga as organizações a mover o mundo para melhorarem os circuitos, nomeadamente no aumento das escapatórias, no oriente constroi-se uma pista de raiz praticamente murada em todo o seu perímetro. A pista coreana, era estreita, lenta, com bossas inacreditáveis, sem capacidade de drenagem e ainda por cima murada, não permitindo nada aos pilotos. Acho que nem Valência será tão aberrante. É por estas e por outras que o "duende" inglês é o que é e todos os outros, ao pé dele, são o que são, uns burros.

Saturday, October 16, 2010

Afinal acho que vai deixar saudades



Nunca fui grande adepto do IRC - quem viu este campeonato há dois anos atrás não deixou de sentir alguma desilusão, por os carros terem tanto chassis para tão pouco motor - no entanto tenho que reconhecer que a minha opinião tem mudado muito, para melhor. Os carros estão muito melhores, principalmente com a nova geração de Skodas e Fords, as coberturas televisivas são de excelência, muito à frente do WRC e o plantel é assinalável. A ver vamos se a FIA não estraga tudo outra vez com as novas regras do WRC. De qualquer das maneiras, com o "novo" WRC, julgo que o IRC como o conhecemos hoje, está morto.



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opinião:

Há algum tempo eu disse que receava do que iria acontecer se as duas classes convergissem para o mesmo - os S2000 e WRC. Ora aqui estamos...
O IRC pode ressentir-se, mas o pior neste caso acho que acaba por não ser essa aproximação regulamentar, já que os "motores globais" até são uma boa ideia, mas o facto da FIA não esclarecer o que são afinal os Super Produção, que condições terão e em que pé ficam os S2000 actuais e como podem estes ombrear com os Mitsubishis e Subarus que por aí andam. O (relativo) sucesso dos S2000 acho que se deveu, principalmente, à clareza na definição do seu "modelo". Falta isso agora.
Noutra vertente, acho que a FIA não está a apostar o suficiente em tornar o desporto verde. E acho que isso também irá, a prazo, matar os ralis. Compreendo que não quiseram fazer o gosto à Citroen que até já tinha um protótipo, porque iriam afastar a Ford, mas haveriam outras marcas que com certeza se aproximariam. E, dessa forma, também se poderiam destacar dos carros Super Produção. (sim, os custos iam disparar de novo, mas as marcas podiam capitalizar esse conhecimento nos carros de série, e a verdade é que caros estes WRC 1.6T vão ser na mesma...)

autoemocion

BMW no seu melhor

Wednesday, October 13, 2010

25 anos M3 - O mais belo da família



O E46 é para mim o mais belo membro da família M3. Para além do último grande motor seis em linha aspirado, aquela carroçaria como que parecendo esticada sobre um chassis musculado tornam-no num memorável ícone motorizado.

Sunday, October 10, 2010

Momentos de antologia - Kobayashi no GP do Japão 2010



Bastas vezes elogiei a condução do Kobayashi, mas hoje o piloto da Sauber excedeu tudo o que alguma vez possa ter escrito ou dito sobre ele. Foi simplesmente soberbo no seu GP do Japão. Ultrapassou meio mundo, por dentro e por fora, rápidos e lentos, sempre com a mesma mestria. Quem disse que não havia ultrapassagens na F1?

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opinião:

Foi bom ter acordado às 6h45 da manhã, para ver a excelente transmissão da RTL (claro que não "pesco um boi" de alemão...) e ter-me empolgado com a fantástica exibição do Kobayashi. A cada ultrapassagem deste pilotaço, cerrava os punhos, levantava-os e dizia Yeaah! Baixinho, para não acordar a familória!!! E mais 5 voltitas houvesse, lá ia o Schummy, ai isso ia...
Desde o seu 2º GP, Abu Dhabi 2010 quando fez um impressionante 6º lugar, e a comer de cebolada o Trulli, seu companheiro da Toyota, que me tornei fã instantâneo do Kobayashi! Carreira a seguir com atenção. Parece-me que a Sauber não o vai aguentar muito mais tempo. Um lugar competitivo pode ser na Renault em 2011...
O Presidente

Essência desportiva



Já antes aqui postei este video do Patrick Snijers ao volante do seu M3. Volto a fazê-lo porque é o que melhor transmite a essência desportiva dos carros de Munique.

O E30, para além dos ralis, correu em tudo o que foi autódromo por esse mundo fora, ganhando tudo ano após ano, muito para além da natural vida útil de um automóvel de corridas. O E36 teve pouca expressão no automobilismo, somente alguns troféus nacionais e alguns curiosos que decidiram utiliza-lo onde os regulamentos permitiam um motor com 3.2 litros. Do E46 também pouco se viu nas pistas, apenas uma "extra-terrestre" versão GTR equipada com motor V8 - por estas alturas a BMW gastava todas as suas energias na Fórmula 1, esforço esse que trouxe apenas vergonha e desilusão.

É com gosto que hoje vejo o E92 GT2 a correr por tudo o que é corrida de GTs. A marca bávara volta a honrar a sua história e identidade.

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opinião:

As recordações dum certo Rali de Portugal em que o Marc Duez fez maravilhosas derrapagens controladas com o seu M3 E30 patrocinado pela "Fina". As minhas velhas gravações em VHS, feitas por uma JVC dos idos de 80's, um dia destes vão ser revisitadas...
O Presidente

made in Facebook



Vejo sempre com bastante curiosidade tudo o que sai do virtual da internet para se materializar na vida real. Impressionado fico quando observo o poder de coisas como o Facebook. Um grupo qualquer desse antro social, a que alguns chamam rede, decidiu votar para que a Audi construísse uma versão de corrida do TT-RS. Segundo as últimas notícias, a marca alemã vai mesmo lançar um destes TT na próxima corrida de endurance no Nurburgring.

Saturday, October 02, 2010

BMW M3 - 25 anos de glória



Celebram-se por estes dias 25 anos para duas icónicas marcas de automóveis. Há 25 anos atrás a Volvo lançou o 480 e a BMW lançou o primeiro M3. Estes acontecimentos marcaram indelevelmente ambas as marcas. A Volvo passou a produzir apenas viaturas de tracção dianteira, enquanto que a BMW redefiniu o conceito do carro desportivo derivado de uma berlina de grande produção.

Estes dois acontecimentos dizem muito das duas marcas. A Volvo cedeu a sua, até então, identidade de veículos seguros de tracção posterior por uma solução economicamente mais praticável, mas que levaria à sua própria banalização e consequente queda, sendo salva já à beira da extinção por uns novos-ricos orientais.

A BMW lançou o primeiro M3 por necessidade de homologação de uma versão competitiva para as corridas. Foi esta a génese do ícone primeiro da BMW Motorsport, a necessidade de ser mais competitivo, mais rápido. Em 25 anos, as sucessivas gerações do M3 mostraram serviço tanto nas pistas como nas estradas do dia-a-dia. Mesmo o mal amado E36, deu-nos fantásticas corridas no Autódromo do Estoril, no último grande troféu monomarca organizado em Portugal.

O M3 representou sempre o melhor de todos os mundos automóveis. Provavelmente os melhores motores atmosféricos do mundo, com o equilíbrio perfeito de um tracção posterior e motorização dianteira, associado à praticalidade e robustez de uma berlina de grande produção, tudo embrulhado num misto de descrição, agressividade e raça desportiva.

Foi bastas vezes intitulado como o anti-911, só que com uma bagageira e quatro verdadeiros lugares. Nunca partilhei desta opinião. Quem compra um M3 não o faz pela habitabilidade ou pela capacidade de carga, isso são argumentos para quem compra uma Renault Espace.

O M3 distancia-se em muito do 911, são incomparáveis. O 911 é um carro que nasceu mal, com o motor montado no sítio errado. Se hoje é o carro que é, tal deve-se ao incessante trabalho dos engenheiros de Estugarda, ao longo de mais de quarenta anos, conseguindo disfarçar o indisfarçável. Mais ou menos como a Luciana Abreu ou como a Ana Malhoa, não nasceram propriamente bem feitas, mas depois de uns valentes retoques até dá para aparecerem na capa da Playboy. O M3 é diferente, em qualquer uma das suas gerações, nasceu sempre bem, com tudo no sítio certo, como a Giselle.

Passados 25 anos o E30 ainda faz suspirar muita gente, assim como todas as subsequentes gerações. Dizem que no futuro já não terão os fabulosos motores aspirados, serão sobrealimentados. Quem está habituado utilizar o pé direito como um bisturi na forma de conduzir, estará certamente apreensivo com esta perspectiva. Os motores turbo não são propriamente conhecidos pela linearidade ou pela precisão de resposta ao acelerador, mas afinal se os magos da Motorsport conseguiram maravilhar-nos durante 25 anos a fio, não será agora que nos irão desapontar. Abençoado sejas M3.

Tuesday, September 28, 2010

Justiça aos vencedores



Justiça seja feita ao novo Campeão do Mundo de Superbikes, Max Biaggi.

Não é dos pilotos que admire mais e a Aprilia RSV4 apesar de ser uma grande moto, usufruiu de um perigoso precedente aberto no regulamento, ao ser-lhe permitido utilizar um sistema de distribuição completamente diferente do da moto de série - isto num campeonato de motos derivadas do que se encontra nos stands. Mesmo assim, é com gosto que vejo esta conquista por um construtor que estava falido há cinco anos atrás e por um piloto que foi enterrado vivo quando saiu do MotoGP.

Parabéns Aprilia e Biaggi, este ano foram sem dúvida os melhores.

Sunday, September 26, 2010

Hamilton, aí vão duas seguidas



Para o Hamilton ser campeão do mundo é preciso que os outros façam muitas asneiras, pelo menos tantas como ele. É um daqueles pilotos que não se pode dizer que realmente ganhou o campeonato, os outros é que o perderam. Esta foi a segunda corrida consecutiva em que acaba sem pontos, mais uma vez na sequência de uma manobra mal calculada. Quem erra desta forma não merece o título.

É claro que agora virá dizer que a culpa não foi sua, mas as imagens não deixam dúvidas e se com outros pilotos poderia ter resultado, com Webber nem pensar. O australiano, que luta verdadeiramente pelo título mundial, poderia ter-se amedrontado com a ousadia do inglês, poderia ter pensado nos pontos do quarto lugar e antecipado a travagem, deixando o McLaren passar. O Mark Webber não é assim. Mesmo arriscando um despiste e consequente perda de pontos, com ele uma posição disputa-se sempre até ao fim. Coragem e bravura é o que todos lhe reconhecem e da próxima vez que o Hamilton estiver em posição de tentar uma destas manobras suicidas sobre o australiano, vai certamente pensar duas vezes.

Para além de mais uma do Hamilton, que o deverá afastar da luta pelo título, Singapura testemunhou mais uma excelente corrida do Alonso. O espanhol está embalado para o título e parece que só mesmo o facto de já não ter mais nenhum motor disponível até ao final da temporada, poderá impedi-lo de conseguir o tri-campeonato. Isso ou o Webber, que parece na realidade o único com verdadeiras chances de lhe fazer frente.

Saturday, September 25, 2010

O Ring não perdoa



O Ring não perdoa a quem anda mais assanhado.

Monday, September 13, 2010

O efeito Rossi


Já que estamos a falar de Ducati, deixo aqui o primeiro resultado prático que a contratação de Valentino Rossi já teve para a marca italiana e para o motociclismo, i. e., o encerramento da equipa de Superbike.

A marca dos motores desmodrómicos renasceu, no início dos anos noventa, muito por graça dos fantásticos resultados desportivos que ia tendo no, então recém-criado, campeonato do mundo de Superbikes. Foi assim durante vinte anos, até que por força do investimento necessário para ter o pluri-campeão Valentino Rossi nas fileiras da sua equipa de MotoGP, acabou com a equipa de SBK. É claro que isto não foi cabalmente admitido, mas que ninguém seja ingénuo ao pensar que uma empresa com pouco mais de duas mil pessoas poderá abarcar tal aventura sem que isso tenha consequências no seu natural funcionamento - falo da competição como "natural funcionamento" da marca de Bolonha, porque esta é de facto a única marca de motos que faz da competição parte intrínseca do seu "core business", mais ou menos como a Ferrari nas quatro rodas.

Máquina do tempo


Já que estamos numa de revivalismo, aqui fica uma contemporânea de Agostini, uma Ducati 750 Sport, nesta ocasião montada por Keira Knightley.

Lembrar Agostini

Monza



O Alonso ganhou bem, a Ferrari tinha o carro mais forte em Monza e o espanhol esteve imperial, sem erros. Mesmo no arranque não se pode dizer que tivesse errado. A perda da primeira posição para o Button deveu-se só ao facto do McLaren do inglês ter um "grip" muito superior aos dos adversários. Este foi, para mim, outro ponto alto da corrida, o setup do carro do campeão em título.

Sabendo que o seu McLaren não teria vantagem na velocidade de ponta, o campeão do mundo, apostou num setup com muito mais carga aerodinâmica que toda a gente, aparecendo em pista com uma asa posterior absolutamente gigante, que lhe retirava muita velocidade de ponta, mas que lhe permitia travar muito mais tarde, no final da longa recta de Monza e fazer o restante circuito a fundo. Só nas boxes perdeu o primeiro lugar, conquistando preciosos pontos sem ter que arriscar absolutamente nada durante toda a corrida, ao contrário do seu colega, Hamilton, que no desespero de recuperar lugares acabou por se "enfaixar" no carro do Massa, acabando na gravilha com a direcção partida.

Surpreendente a prestação de Nico Hulkemberg ao volante do Williams equipado com motor Cosworth. Andou sempre entre os 7 primeiros e calou quem dizia que o motor inglês não tinha potência para acompanhar os Renaults ou Mercedes. Perguntem ao Webber o quanto suou para passar o jovem alemão.

Thursday, September 09, 2010

Kimi no shakedown


No shakedown do Rali do Japão o Kimi deixou o "macho" neste estado. Abençoados mecânicos que mesmo assim ainda conseguiram recuperar o carro para sair para a estrada e acabar o dia nos cinco primeiros.

Tuesday, September 07, 2010

Bravo


Desde a época passada que Álvaro Parente não corria com um carro de GP2. Foi convidado para "desenrascar" a equipa Coloni na corrida de Spa. Chegou lá, pegou no carro e logo na primeira corrida faz um segundo lugar. Na corrida do dia seguinte mostrou que não tinha sido sorte e repete o pódio com um terceiro lugar.

Para além de ter passado um atestado de condução à malta que participa regularmente neste campeonato, mostrou mais uma vez que merecia ter conseguido um lugar na F1. Decididamente, está no top 3 dos melhores pilotos portugueses de sempre.

Acaso também não é certamente o facto deste feito ter sido conseguido em Spa, a última pista do campeonato onde o piloto ainda faz realmente a diferença. Pode-se dizer que a pista belga está para os pilotos como o vento está para os incêndios, apaga os mais fracos e alimenta os mais fortes.

Friday, September 03, 2010

Sonhos no planeta Terra



Na semana passada parece que encontraram um sistema solar semelhante ao nosso, com um planeta do mesmo tamanho da Terra e tudo. De imediato, o imaginário colectivo avançou com mil possibilidades, desde seres semelhantes a nós, até a uma civilização mais avançada, que poderíamos visitar, como quem vai visitar os primos no Verão.

Quando vejo publicações como a EVO, a CAR ou semelhantes, pergunto-me de que planeta é que eles nos estarão a escrever? Estas revistas não escrevem sobre Citroens ou Toyotas, escrevem sobre os nossos sonhos de criança. Em que planeta é que um Pagani Zonda Cinque Roadster se cruza com um Koenigegg CCXR, enquanto é ultrapassado por um Veyron Super Sport?

Muitos de vocês dirão que decerto existe uma avenida, algures no planeta Terra, em que o Murciélago LP670-4 SV se encontra num semáforo com o Alfa 8C Competizione, para logo serem seguidos pelo 599 GTO e pelo 911 GT2 RS. Sim, é provável que num qualquer emirado árabe isso aconteça com alguma frequência, mas isso não é o dia-a-dia e nos emirados vive uma ínfima porção dos condutores do planeta. No resto do mundo motorizado, quase todos andam de Dacia Sandero, de Skoda Yeti, ou semelhante. Parece pessimismo, pois em grande parte da Europa já se trocou o Dacia, o Skoda e o Hyundai pelo Audi, Bmw e pelo Mercedes. Mesmo assim continuamos a falar de eunucos motorizados, já que mesmo estes burgueses alemães não passam, na sua esmagadora maioria, de versões assépticas e esterilizadas dos veículos feitos em França, no leste europeu ou no sudoeste asiático.

Não é o chapéu que faz o cozinheiro, nem tão pouco é a chuteira que faz o jogador e de igual forma não é o veículo que dita o condutor, nem o gosto que se tem no manejo da "argola" e dos pedais - retenho na memória momentos gloriosos ao volante de um Skoda Fabia a gasóleo. Não é no entanto, esta certeza de que podemos ser felizes ao volante de um Smart que nos faz deixar de suspirar por um planeta como aquele em que eles escrevem a revista EVO.

Vinha do Algarve e parei na Avenida Luísa Todi na Quinta à noite, para comer um peixinho grelhado ali logo ao lado do fogareiro. Estava ainda a ambientar-me aquela fantástica noite de Verão e a todo um bulício de gente que andava para trás e para a frente à procura de repasto, quando começo a ouvir, ao longe, o trabalhar inconfundível de um V4. Estou incrédulo, não é só um. À minha frente passam bem juntas três Aprilias RSV4 pretas, logo seguidas por duas Agustas 312R, uma vermelha e cinza, outra branca e preta. Enquanto pestanejava de surpresa, ainda vislumbro uma BMW S1000RR branca. Em que planeta estaria? Ali, numa esplanada da Luísa Todi, entre uma cerveja e uma sandes de choco frito, estavam estacionados seis veículos de duas rodas que no mundo das quatro só poderiam ser chamados por Paganis, Lamborghinis, Bugattis ou coisa do género. Estava no planeta Terra, em Setúbal, numa Quinta à noite na Luísa Todi.

Este é o grande segredo das motos. São o sonho de criança ao acesso de qualquer um. Um McLaren F1 de duas rodas pelo valor de um Kia Venga. Na minha garagem só ainda não está a VFR 400R branca, azul e vermelha, como a do poster que tinha na parede do quarto de miúdo (mesmo ao lado da foto do Ferrari 288 GTO) porque ainda não encontrei nenhuma à venda. Quanto ao GTO, talvez quando estiver noutro planeta.

Wednesday, September 01, 2010

Prémio - o meu sonho era saber ultrapassar


Dizer que o Vettel é imaturo, impulsivo, que é um verdadeiro barbeiro, é uma constatação óbvia. Para além disso tudo, o que eu acho mesmo é que ele é burro. Quando digo burro, refiro-me especificamente à falta de inteligência, acefalia.

Quase que se pode dizer que, no ano passado, ele perdeu o campeonato pelos inúmeros incidentes em que se envolveu. Este ano pode-se afirmar exactamente o mesmo e nestes casos o que é que se chama a alguém que não aprende com os próprios erros?

O alemão é rápido que nem uma bala, mas para além de não ser brilhante tacticamente em situação de corrida, é perfeitamente desastroso quando tem que lutar por um lugar, fazer uma ultrapassagem.

São incidentes a mais para quem quer ser campeão do mundo.