Homenagem da Honda a Ayrton Senna
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O final do Red Bull Romaniacs era já conhecido pela subida quase impossível, mas como já havia muita gente a conseguir chegar ao topo, este ano decidiram tornar a coisa um pouco mais difícil. Depois da subida, obrigaram os poucos que até ali chegaram a passar com a moto por uma piscina...
Enfim, autênticos maníacos que só a Red Bull conseguiria potenciar desta forma.
No final lá ganhou o Graham Jarvis outra vez.
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Nas sempre recorrentes discussões de quem foi o maior piloto que já vi correr, gostava de ter à mão o filme completo da corrida de inauguração do "novo" Nuerburgring, em 1984, em que a Mercedes convidou 11 campeões do mundo de F1 para guiarem o seu 190 na versão mais desportiva.
O carro era um taxi com um motor canhão e a maneabilidade de um super-petroleiro, pouco interessava.
Já a corrida diz tudo do que foi Ayrton Senna, então com 24 anos, chegou, deu espectáculo e venceu. Bateu, zupou, anulou, qualquer dos outros magos da condução presentes em pista - Lauda, Surtees, Jones, Hunt, Brabham, Hill, Scheckter, Rosberg.
Alain Prost também lá estava, acabou em décimo quinto lugar.
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Todos os anos a Red Bull patrocina esta loucura do Erzberg Rodeo. Este ano houve muita chuva, o que transformou uma prova já de si alucinante, numa autêntica loucura. Veja-se esta armadilha onde cairam mais de vinte pilotos.
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Não me manifestei muito sobre a morte do presidente da FPAK, na esperança de que tudo o que ele representava tivesse partido em conjunto.
Esperença vã, infundada, improcedente, como ficou bem visível no Rali Vidreiro deste ano. Desde uma marcha atrás feita por Adruzilo Lopes, já dentro de um controle, até ao golpe de ilusionismo que dá o melhor tempo ao piloto do Subaru, na superespecial, quando toda a gente viu que o antigo campeão foi zupado por Pedro Meireles, de tudo parece se ter passado na Marinha Grande.
Não tenho nada contra o Adruzilo, para além da falta de maneiras e da antipatia militante, até acho que é um bom piloto. Agora achar que numa superespecial, à frente de toda a gente, conseguia fazer alguém acreditar que fez o melhor tempo quando foi inapelávelmente batido pelo seu adversário, é querer fazer-nos passar todos por parvos.
Não sei de quem é a culpa, agora o mal está feito, o que me entristece é perceber que uma organização intencionalmente autista, irá provavelmente repetir tudo outra vez sem que ninguém peça consequências.
Que ninguém tenha dúvidas, já que não é a primeira vez que estes senhores arranjam coisas destas, existem interesses a servir e há quem os sirva de bom gosto, à "cara-podre".
Parece que estamos no mundo do futebol...
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No Sábado estive em Fafe e partilhei da emoção daqueles milhares de fãs, quando se começou a falar de uma hipótese real do rali de Portugal voltar aquelas paragens.
Honestamente, nunca pensei que tal fosse voltar a acontecer, pois a razão - e as duas horas que demorei a sair do Confurco - leva-me a crer que em termos objectivos, o Algarve é um sítio muito melhor apetrechado para receber uma prova do mundial. Tem um aeroporto por perto, uma oferta hoteleira impar, melhores acessos, classificativas mais desanuviadas e uma região que bem precisa deste tipo de eventos para compensar um pouco a época baixa.
Foi um português, António Damásio que escreveu que não há razão sem emoção. Ficou famoso com tal afirmação, no livro que se tornou um best-seller, "O Erro de Descartes".
Fafe é o oposto do Algarve, é em tudo o que é concreto e objectivo, pior que o Algarve. A razão desaconselharia a troca, não fosse a emoção. A emoção de ver milhares a vibrar à beira da estrada. A emoção da verdadeira paixão pelo desporto automóvel. É essa emoção que justifica a razão da decisão de trazer o rali de volta à catedral.
António Damásio tinha razão, nada se decide sem emoção. A prova disso pode ser encontrada aqui mesmo, em Fafe e no seu Rali de Portugal.
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É claro que se fosse fã do Hamilton, da Mercedes ou mesmo se tivesse responsabilidades na equipa, diria sempre que as ordens que o Ross Brawn deu ao Rosberg, para nem sequer ousar ultrapassar o Hamilton, foram o mais correcto a fazer. Como já aqui escrevi antes, se tivesse alguma responsabilidade numa equipa de F1, haveria sempre um primeiro piloto e o outro teria que preterir sempre em favor do primeiro. Pura e simplesmente porque essa é a melhor estratégia para se ganharem campeonatos; que se lixe o desporto, a F1 é uma competição e os patrocinadores pagam para ver resultados.
Como espectador, prefiro sempre ver dois colegas de equipa degladiarem-se em pista - excepção feita ao Alonso e ao Massa - mesmo que isso signifique o fim da corrida para ambos.
Quanto à fraca obediência de Vettel, quanto à deslealdade para com um Webber que de repente ficou muito certinho, também observei tal desvio de carácter com agrado. O desporto automóvel tem essa particularidade fantástica, trazer ao de cima o melhor, mas muito mais, o pior de cada um.
Agora sabemos que o Vettel fará qualquer coisa para ganhar, passará por cima do colega, do chefe de equipa, da própria equipa se necessário... E depois? O mundo aclamou o Schumi durante uma década e ao pé dele o Vettel é um menino.
Também sabemos que o Webber consegue bancar a vítima, o sonso, a virgem ofendida; que o Rosberg será sempre um manso, e mansos não ganham campeonatos; que a Mercedes tem gente, a gerir a sua equipa, capaz de lhe dar um campeonato - com excepção do idiota do Lauda.
Mas para mim, mais importante que tudo, foi ficarmos todos a saber que, apesar de ser muitas vezes a "vaca louca" da corrida, de entrar nas boxes de outras equipas que não a sua, que apesar de ser dos mais fortes pilotos em corrida de sempre, o Hamilton é um tipo cheio de carácter, um tipo bem formado, o mais parecido com os pilotos da F1 do antigamente, daqueles que gostavam de ganhar, só mesmo com mérito próprio.
(***)
O que a mim me faz confusão é a ordem de equipa da RedBull. O Vettel estava claramente mais rápido do que o Webber e ainda faltavam algumas voltas para o final. O mais correcto teria sido: "deixa passar o Vettel" - é que no final do ano a diferença entre 25 e 18 pontos pode ser decisiva (recorde-se o que aconteceu no ano passado). O Vettel demonstrou que é um campeão e um verdadeiro corredor.
O que mais me surpreende em todos os comentários acerca deste episódio é a mudança de ponto de vista: no tempo do schumacher quando havia indicações para o Barrichelo deixar passar, o cabrão era o schumacher - nem sequer se falava da equipa; agora ninguém (e bem) personaliza estes acontecimentos. Estranho, ou talvez não?
Finalmente gostaria só de corrigir uma afirmação que revela alguma falta de memória: o mundo (excepto alemanha) nunca aclamou Schumacher. Foi sempre o mais detestado de todos os campeões...
Também uma coisa é certa. Não conheço verdadeiros campeões que não sejam/tenham sido polémicos.
Gonçalo
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Ontem à noite, já só se ouvia dizer que Kubica era o novo Loeb, tal a sua forma de guiar e a maneira avassaladora como dominava o primeiro rali do europeu.
Que ele seja bom piloto, até acredito, mas para chegar a Loeb falta ainda muito. Para começar, diga-se que o Loeb não ficou conhecido por dar "frutas" como a que o Polaco deu hoje com o Citroen. As comparações de talento são sempre ingratas e quando se compara um extra-terrestre como o Sebastien Loeb, com um comum mortal, então a comparação passa a idiotice. Neste caso é como comparar um fósforo com o fogo de artifício da Madeira.
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