Monday, April 20, 2015
Saturday, April 18, 2015
Hélder parece enfim feliz
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Sunday, April 05, 2015
AMG
As viaturas mais extravagantes que conduzi foram sempre oriundas das garagens da AMG. Foram sempre os possantes V8 que me deixaram desconcertado. Muito binário num motor bem grande, a fazer o mais obsceno dos barulhos. Mesmo parada nos semáforos, uma discreta carrinha E, borbulhava debaixo do capot, como que se lá habitasse Thor e o seu martelo. O barulho era metade da festa, com inenarráveis ráteres sempre que se lavantava o pé do acelerador.
Lembrei-me dos AMG quando de um fim-de-semana que passei com um GLA 45 AMG. Apesar do pequeno motor de dois litros, estava lá o barulho, os ráteres ainda que soando um pouco artificiais, os cintos de segurança vermelhos e carbono por todo o lado.
Com exceção do SLS, todos perdem a piada ao fim de uns dias. Mais ou menos como uma Mota de água. Tem piada enquanto é novidade, mas depois passa. É assim com os AMG, colocam-nos um sorriso de orelha a orelha logo no primeiro quilómetro, mas depois de tanta expampanância começamos a perguntar porquê, para que serve.
Enfim guardo-os todos com saudade, pois fazem exactamente o que se espera deles, colocam-nos um sorriso nos lábios, de forma repetida e continuada.
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Sunday, March 29, 2015
Belo domingo de corridas
Hoje foi um bom dia de corridas, primeiro na Malásia, com a vitória da Ferrari e depois no Qatar com a vitória do Rossi. É claro que fiquei satisfeito com a vitória da Ferrari, ainda que preferisse que tivesse sido o Kimi, que dentro das possibilidades fez uma boa corrida também.
Para além do Vettel ter trazido a Ferrari de volta, a corrida foi de facto boa. Muita ultrapassagem, os Red Bulls a levarem na cabeça dos Toro Rosso - onde estás Helmut Marko? - os Mercedes a terem que correr atrás do prejuízo, ainda que novamente com menos de vinte carros em pista. Mau, mau foram os McLaren, mas nem vale a pena falar disso.
Ao final da tarde, grande corrida no MotoGP, com duas últimas voltas de antologia, com Rossi a bater Dovizioso, no regresso da Ducati, que acabou por conquistar os dois lugares mais baixos do pódio. As Hondas, muito mal, com Marquez a ser eclipsado pelas Ducati e pelas Yamaha e o Pedrosa nem se viu.
Corridas boas, com emoção, incerteza e muitas ultrapassagens.
O melhor do desporto motorizado.
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Sunday, March 22, 2015
Há quem aprenda e quem nem sequer queira
O campeonato nacional de ralis teve, no Serras de Fafe, a lista de inscritos mais impressionante desde que me lembro.
O campeonato nacional de enduro teve, em Castelo Branco, mais de duzentos inscritos.
O WTCC arrancou com mais de vinte inscritos.
A Fórmula 1 teve pouco mais de quinze carros a correr na prova inaugural, na Austrália. A categoria rainha do desporto motorizado.
A razão de uns terem inscritos recorde e outros não prende-se apenas com uma questão de gestão. Gestão de custos, através dos regulamentos.
Não sei se o Bernie está já ultrapassado ou não, mas talvez se tenha distraído e permitiu que a FIA entregasse a execução dos regulamentos ao lobby dos construtores.
Enquanto houver construtores num desporto de garagistas, os custos irão sempre disparar até ao ponto de serem incomportáveis e já ninguém conseguir colocar carros na grelha.
O que se passa na F1 é uma vergonha de má gestão, ao invés do que se passa, por exemplo, em qualquer campeonato nacional de ralis, onde a standardização dos carros, criando regulamentos que se adaptem de facto à dimensão de um campeonato nacional e não do WRC, fez com que os custos baixassem realmente, permitindo muitos e bons carros à partida.
O que me entristeceu no GP da Austrália não foi a corrida aborrecida, dominada pela Mercedes, foi ver a F1 a definhar sem ter sequer carros para cumprir os mínimos na grelha de partida.
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Sunday, February 22, 2015
Abastecer na BP, nunca mais.
A foto é de uma publicidade absolutamente enganosa.
A BP discrimina o motociclistas. Impede o abastecimento da moto sempre que se tenta efectuar o acto ainda sentado nesta.
Honestamente, ainda conseguia entender esta atitute há trinta anos atrás, no auge da desconfiança no motociclista, mas hoje em dia é uma prática simplesmente retrógrada e discriminatória.
Para além do mais não o assume, agindo de forma hipócrita como se pode comprovar neste tipo de publicidade retirada do seu site. Não o assume porque ao entrar-se num posto de abastecimento nada indica o motociclista de que não poderá abastecer se não desmontar da moto.
A BP perdeu hoje um cliente. Devia ter sido há mais tempo.
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Tuesday, February 17, 2015
É lindo e basta
Já li muito sobre o F da Jaguar. Em quase todo o lado dizem que tem pelos menos uma mão cheia de defeitos. É bem-parecido e tem um som fantástico, mas pouco mais do que isso. Parece também que é caro, ao nível de um 911.
Acredito que leio revistas da especialidade escritas por gente que de facto percebe de carros e que não faz fretes, estilo Autohoje ou similares. O seu julgamento sobre o Jaguar mais significativo desde o E, estará certamente correcto.
Quero que se lixe! É o que penso sempre que vejo um. Quero lá saber se não é a última máquina de corrida. É lindo de morrer e eu quero um. Por isso mesmo, porque é abismalmente bem desenhado quando comparado com a maioria do que é feito hoje em dia.
Há quem procure a beleza em tudo o que nos rodeia. Pois, por vezes ela aparece sob a forma de um automóvel. O Jaguar F type é um desses casos.
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Friday, February 13, 2015
O Enduro
Por alguma razão difícil de descrever o Enduro é uma das modalidades que mais participantes tem no mundo das duas rodas.
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Sunday, January 25, 2015
No final ganha o Ogier
Os ralis de hoje são como os ralis de há dez anos. Andam todos a fundo e no final ganha um Sebastien.
Agora é o Ogier, antes era o Loeb.
Nunca, mas mesmo nunca torci pelo Loeb. Porque não era necessário. Ele ganhava sempre. Fi-lo pela primeira vez neste Monte Carlo, porque queria ver outro Seb no primeiro lugar e queria poder assistir a uma bonita história; a do tipo que foi à sua vida, depois de ter ganho tudo o que havia para ganhar, várias vezes, muitas vezes e depois regressa, por que lhe apeteceu e volta a ganhar.
Não ganhou, porque não há milagres. Por mais que esteja em forma, não se ganha ritmo de WRC em meia dúzia de kms. Vimos um Loeb a arriscar muito mais do que no passado e isso teve um preço, pago naquela pedra à saída de uma direita coberta de neve.
Da participação esporádica do francês não se tiram muitas conclusões, a não ser a de que a Citroen não tem um verdadeiro piloto de campeonato do mundo. Gosto do Meeke, mas não é ele que vai ganhar ralis ao Ogier.
Acabou por ganhar outra vez o Ogier. Paciência.
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Thursday, January 22, 2015
Aos que ainda tinham dúvidas
Muito provavelmente o Ogier iniciou o rali de Monte Carlo à defesa e daí os trinta segundos que "levou" do Loeb, mas mesmo assim a forma como este último conquista a primeira posição de um rali que está a disputar por "carolisse", é absolutamente brutal.
Àqueles que ainda até hoje discutiam se o francês seria de facto o melhor piloto de ralis de todos os tempos, ou se os nove títulos mundiais se deveram apenas ao facto do Citroen ter sido um carro muito mais competitivo do que os outros, acho que a demonstração de hoje ajuda a pender a balança a favor do piloto.
Nunca foi o meu piloto favorito, mas é certamente o maior de sempre nos ralis e um dos desportistas mais impressionantes do meu tempo.
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Friday, January 02, 2015
O Dakar está a começar. Já não era sem tempo.
Se nas motos a maior novidade é a não participação do Després - este ano mudou-se para os carros e vai ao volante de um Peugeot - nos carros é com grande expectativa que se espera a prestação do Sainz e do Peterhansel.
Acho que esta expectativa se prende para lá do regresso da Peugeot à prova mais impressionante do mundo. O interesse está também no facto dos Peugeots estarem a quebrar um paradigma, em muito criado por eles há mais de vinte anos atrás. O paradigma das quatro rodas motrizes.
É verdade que o Schlesser já ganhou um Dakar com um buggy, mas foi em condições muito especiais, num Dakar quase desenhado para ele.
A Peugeot, que nos anos oitenta saiu dos ralis para nos brindar com autênticos recitais de pilotagem do Vatanen no deserto, sempre aos comandos de carros com tracção às quatro rodas, aparece agora com uma coisa que não é um buggy, mas que só tem tracção atrás. Para mostrar como séria é a sua aposta, contratou dois dos melhores pilotos do mundo e diz que vai fazer frente aos Mini.
Estou de facto curioso para ver como aquele carro de rodas de diâmetro de camião e com uma distância entre eixos de um Smart, se irá comportar frente aos Mini de quatro rodas motrizes.
Para já, parece que pelo menos em conceito, a solução não será muito má, ou não tivesse a Mini colocado, a título experimental, também um buggy a correr nesta edição, só para ver como é passar uma duna sem as rodas da frente a ajudar.
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Friday, December 26, 2014
F1 2014
2014 foi o ano do Hamilton. Porque ganhou o campeonato, mas mais pela forma como ganhou. Contra um Nico no topo da sua forma, contra um alemão numa equipa alemã. Um Hamilton maduro, capaz de se manter calmo durante grande parte das adversidades, como se viu na última corrida do ano, a corrida do título, quando mesmo perdendo a pole para o colega e rival, manteve-se no topo "do seu jogo" para arrancar de forma fulminante e acabar logo ali, no arranque, com as esperanças vitoriosas do filho do Keke.
Se o Nico não desiludiu - muito pelo contrário, não tivesse ele que partilhar a "garagem" com o Hamilton e seria um justo campeão do mundo - quem surpreendeu mesmo muito foi o Ricciardo. Que surpresa e que confirmação de pilotaço. Abafou o Vettel e tudo o resto. Não fosse um Red Bull muito abaixo dos Mercedes e teria lutado pelo título. Novamente, que piloto!
Referências positivas para o Bottas e Hulkenberg. Negativas para o Magnussen, que apesar da velocidade não mostrou classe para ali estar e para o Grosjean, que quando teve carro nunca esteve lá. Depois foi quase tudo mediano, com alguns louvores para os Williams e para o Alonso. Digo quase, porque Red Bull e o Vettel estiveram mal e a Ferrari esteve péssima, medíocre mesmo. O Kimi desapareceu, ou melhor, a certa altura retrocedeu. No entanto, no seu caso como no do Vettel, acho que o problema não está todo no piloto, uma vez que estes não desaprendem e estamos a falar de campeões do mundo. A Red Bull ainda foi capaz de entregar um carro amiúde competitivo, já a Ferrari nunca conseguiu ter um carro de Top5 e não fosse o génio do Alonso coisa poderia estar muito pior, o que não é algo fácil de imaginar - como é que aquilo poderia acabar pior?
Este presidente do grupo FIAT é completamente lunático, com tiradas a roçar a incompetência. Apesar da esperança de ver os carros vermelhos novamente no topo, na verdade não espero nada de muito bom nos próximos tempos. O pior é que já nem sequer falo da equipa de F1, pois as jogadas de venda de parte da empresa do Cavalino para pagar a dívida comprada à Chrysler e entretanto acumulada na FIAT, não traz nada de optimista. Grande parte do segredo dos últimos vinte anos na marca dos carros vermelhos tinha sido a estabilidade accionista, directiva e a independência do resto dos devaneios do grupo FIAT. Infelizmente, nos próximos anos não se espera nada de bom pelos lados de Maranello. Volta Luca, estás perdoado.
Por falar em excessos directivos, acho que já está mais que na hora do Bernie pedir a reforma. Ainda que tenha sido ilibado do processo que corria na Alemanha, a verdade é que o duende está para lá do prazo. Não sou ingrato e como fã da F1 reconheço a tarefa épica que este teve durante anos e que colocou o desporto num nível absolutamente inimaginável. Mas já chega, acho que está cansado ou então é o resto do mundo que está cansado das tiradas de burgesso, de ditadorzinho, de retrógrado prepotente. Ele não faz tudo bem, como ninguém faz, mas não aceita esse facto, a culpa é sempre dos outros e já são mais as vezes que falha do que as que acerta. Veja-se o campeonato deste ano, comparado com os últimos três. OK, ele vai dizer que quem faz o regulamento técnico é a FIA e que ele nada tem a ver com esta coisa destes carros que nem barulho fazem, mas isso é a resposta habitual da sua soberba. Se ele é quem manda no campeonato deveria ser mais competente antes de deixar os engenheiros da FIA espiarem as suas frustrações nas regras da F1 sempre que esta está a ter algum tipo de corridas bem disputadas. Depois houve a vergonha de ter equipas sem conseguirem participar em todas as rondas do campeonato, pura e simplesmente porque as exigências deste estão a anos luz da realidade das equipas de uma forma geral - a bem dizer o campeonato que o duende organizou este ano só serve quatro equipas, Red Bull, McLaren, Mercedes e Ferrari.
No global, 2014 foi um mau ano para a F1. Ficarão para a história as boas disputas do Hamilton com o Rosberg e o título do primeiro. O segundo perdeu a sua hipótese de ser campeão do mundo e acho que não terá outra.
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Monday, December 22, 2014
Assustador
Já participei num acidente deste género, mas não foi de noite, não havia neve e seguia a pelo menos um décimo da velocidade. Assustador.
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Monday, December 08, 2014
A queda do Ruby
Parte do mundo Cafe Racer está de luto. Pelo menos a parte mais recente desta comunidade, a da moda das calças dobradas e dos Belstaff, a parte mais estilística, que é tão válida como qualquer outra, mas que se presta mais a ser jocosamente comentada.
A empresa que produzia os capacetes Ruby abriu falência e com ela muito provavelmente nunca mais veremos os famosos capacetes de mil euros.
Era uma espécie de Louboutin dos capacetes, que eu até gostava. Nunca tive nenhum, provavelmente nunca terei, mas gostava de ver.
Enfim, apenas mais um ícone recente que irá desaparecer.
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Thursday, November 20, 2014
Erro duplo
O Rali de Portugal de volta ao norte, ainda que a Guimarães e não a Fafe, como muito se cogitou. Para mim, um erro. Um erro duplo.
O Norte do País é demasiado acanhado, apertado, exíguo para uma prova desta dimensão se realizar com a serenidade com que se realizou nos últimos anos no Algarve.
Como país a aposta faz sempre mais sentido no Algarve, para tentar compensar alguma da sasonalidade do turismo balnear. Há sempre o argumento do público, que está em maioria no Norte. Os verdadeiros fãs farão sempre 500 ou 600 kms para ver o seu desporto de eleição. Os outros, os simpatizantes, são aqueles que acabarão por estragar o rali a norte. São demasiados, pouco respeitadores, pouco conhecedores e com motivações que vão muito para lá dos carros.
Da mesma forma que sempre rumei a Sul, agora rumarei também a Norte, onde reencontrarei os mesmos amigos de sempre, aqueles que seguem o rali para onde ele for. Reencontrarei também muitos outros, aqueles que quanto a mim acabarão por tirar ao Rali de Portugal aquela dimensão que encontrou no Algarve, aquela dimensão de Mundial, ainda que com menos gente junto à estrada, apenas a gente suficiente.
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Saturday, November 15, 2014
Uma questão de estilo
Nos salões da especialidade cada vez se apresentam menos novidades técnicas. Talvez seja pelo facto das motos estarem a atingir um nível de performance que já não está acessível a quem não tenha a habilidade do Rossi. Motos com mais de 180 cvs e menos que esse número em kgs, são hoje uma realidade muito comum. Autênticas motos de corrida, que como tal, requerem pilotos de corrida.
Depois há toda a coisa da electrónica, que para além dos amantes das BMW não fascina muito o motociclista comum - a electrónica filtra muito do que é conduzir e é por causa da experiência de condução que se anda de moto.
O que tem aparecido muito nos salões de motos são derivações dos mais variados feitios, formas e conceitos. O motociclista quer cada vez mais um veículo que marque o seu estilo, a sua individualidade. É aí que o mundo das motos se separa dos carros, que cada vez são mais todos iguais.
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Sunday, November 09, 2014
A calculadora
Esta coisa da nova pontuação da F1 baralha muito as coisas, no entanto não acho que seja completamente injusta.
A bom ver, o Hamilto foi o piloto mais virtuoso do ano, arrancando as melhores exibições e as vitórias mais brilhantes.
O Rosberg foi o mais certinho, errando pouco, vencendo sem grandes espalhafatos, assegurando muitos e valiosos pontos, mesmo nos dias em que nitidamente não estava tão rápido quanto o Hamilton.
Assim, chegamos à última corrida com uma ligeira vantagem do astro da condução sobre o contabilista, que quanto a mim espelha bem o equilíbrio do campeonato.
Há quem diga que se o Hamilton perder na última prova será injusto. Falamos então, depois dessa última prova, naquele impressionante circuito que mais parece um jogo de consola.
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Friday, October 31, 2014
Portalegre 2014
Esta prova é incontornável há quase trinta anos, mas este ano com esta lista de inscritos e com temperaturas de Verão - acho que é prova que nunca farei com chuva - é também imperdível.
Ainda para mais na companhia de um bom amigo, que também é um piloto de mão cheia, dos que melhor tratam do volante, dos pedais e afins.
Os meus heróis têm nome e este chama-se Pedro Dias da Silva.
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Sunday, October 19, 2014
Rossi
Ninguém que perceba um pouco de motos podia esperar a vitória de hoje, de Valentino Rossi.
Partiu de oitavo, o Márquez estava destacado na frente e a Yamaha não tem a velocidade da Honda.
O italiano ganhou no seu GP número 250, o que é absolutamente memorável.
A carreira deste homem é já memorável. Ainda estamos todos à espera de algo que manche o que até aqui tem sido um percurso absolutamente imaculado, mesmo que se já longo, muito longo.
É certo que os números do Agostini são mais impressionantes, mas Rossi é o maior de todos os tempos.
Nos carros ainda podemos falar do Schumacher, do Fangio, do Senna e por aí fora, mas nas motas não há dúvidas.
Rossi não é só o maior das motas, é também um o exemplo do que o desporto motorizado deve ser.
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Saturday, October 11, 2014
Baja TT Rota do Douro - o mais importante já lá está
Já aqui escrevi antes, várias vezes, que o que faz a viagem é a estrada e não tanto o veículo.
Foi com esta convicção que me inscrevi na primeira edição da Baja TT Rota do Douro. Uma prova a sair da marina de Gaia até à Régua em cerca de 250 Kms de prova cronometrada em linha, passando por muitos troços do antigo rali de Portugal, terminando em 45 kms feitos a fundo, pelo meio das vinhas até ao Pinhão, era absolutamente irrecusável.
É claro que organizar uma prova desta dimensão no rendilhado douriense, passando por não sei quantas propriedades, localidades, quintas e em plena época de vindimas é um autêntico tirocínio, mas a organização mostrava-se confiante e a perspectiva de treinar para a participação no Portalegre em tão grandioso cenário, não levantou muitas dúvidas na hora da inscrição.
A prova estava para lá de mal marcada, toda a gente se perdeu pelo menos uma vez. Os cruzamentos e as localidades obrigavam a um limite de velocidade de 50km/h que ninguém respeitou. Todos encontrámos muitos animais no percurso. Muitos houve que encontraram veículos, carregados de uva, acabados de sair das vindimas (!!!) - ninguém se aleijou, mas foi por pouco, uma aberração em termos de segurança.
Se voltava a fazer esta prova? Já amanhã. O percurso valeu por tudo o resto. A beleza natural, a Aboboreira, o Marvão e aquela descida triunfal até ao Pinhão, entre vinhas e vinhedos fazem com que se esqueça tudo o resto.
Parece que para o ano irão organizar a segunda edição, não mais em Setembro, para evitar a confusão das vindimas. Decisão sábia.
Com um pouco mais de esforço na marcação do percurso e alguns ajustes nos horários, esta tem tudo para ser uma prova de antologia. O que conseguiram este ano foi já notável, seguramente para o ano será novamente inesquecível, porque o mais importante já lá está, a beleza do percurso, da estrada.
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