Sunday, December 31, 2006

Nos quarenta não é só ternura.


Fernando Peres merece um prémio todos os anos, pela maneira de estar, pela forma como fala, pela visão que tem do desporto automóvel e também pela forma como conduz. Pode já não ser rápido como há dez anos atrás, há até quem diga que ele nunca o foi, o que é absurdo quando se fala de alguém que ganhou o título quatro vezes (!), de qualquer das maneiras para além dos títulos conseguiu algo que muitos almejam, uma estrutura que lhe permite fazer ao mais alto nível o que evidentemente lhe vêmos fazer com gosto, correr. É de facto meritório o que o dentista conseguiu reunir na equipa a que chamou Peres Competições e que lhe tem permitido correr pelo gozo de correr não só no continente como tb nos Açores. Certamente neste nível gostariam de estar outros quarentões igualmente rápidos, como Rui Madeira ou Adruzilo Lopes, mas só o Peres é que até agora teve arte para encontrar o caminho sempre tão obscuro como é o de sobreviver no mundo das corridas de automóvel em Portugal.

GTs em miniatura


Por falar em lavar carros, estes parecem que foram tão lavados que até encolheram. Trata-se de uma fórmula, Mitjet, que começa a ganhar adeptos e que consiste num chassis pouco maior que o de um kart, com motor de moto, em conjunto com uma carroçaria que pode ser de Porsche, Viper ou BMW, tudo para dar a sensação que vamos numa corrida com estes grandes GTs, só que em miniatura e por 25 000 euros.

Lava-me Porco



Há gajos que que ao invés de andarem a conduzir ou a limpar os carros andam a perder tempo a desenharem estas tretas. Eu ainda sou do tempo em que se escrevia "Lava-me porco"

Monday, December 25, 2006

Retrato do Automóvel (22)



Mais um retrato do automóvel desta vez em Perth na Austrália.

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Jeremy Clarkson-The Good The Bad The Ugly

Jeremy Clarkson - The Good The Bad The Ugly
Para quem tiver tempo para puxar, aqui fica uma prenda de Natal, o novo DVD do Jeremy.

Sunday, December 17, 2006

Retrato do automóvel (21)

Retrato do automóvel em Clay Cross, Inglaterra, do mais característico carro Britânico produzido nos dias de hoje. Este é um Land Rover Defender bastante invulgar, na versão equipada com motor V8 a gasolina.

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Friday, December 15, 2006

Vá lá, deixaram o volante



Há tipos que têm ideias do caraças e esta última criação da Caterham é uma delas. A viatura chama-se Caterham CSR 260 Superlight, o “260” indica a potência mas o “Superlight” é que é o segredo desta versão. Ora num carro que praticamente só tem as rodas, o motor e um chassis mínimo, os tipos da Caterham decidiram retirar o que eles achavam que era supérfulo, pára-brisas, tapetes, capota, aquecimento, puxadores das portas e acho que até a pré-instalação do rádio (um luxo que estes carros trazem). Num carro que já não tinha nada, eles ainda conseguiram tirar mais qualquer coisa e criar uma viatura que tem apenas 260 Cvs mas que tem uma relação peso/potência superior à de um Carrera GT. Numa altura em que os grandes construtores artilham os carros com tudo o que conseguem, estes tipos saiem-se com um carro que tem menos equipamento que um Ford T. Qualquer dia descobrem que até o volante pode ser dispensado.

Thursday, December 14, 2006

Em Donington 1993, ele não reclamou


Neste ano o Mclaren que o Ron Dennis deu ao Senna era o pior que a equipa já fez, tinha um motor Ford versão cliente igual ao das escuderias do fim da tabela, chovia torrencialmente e os dois Williams estavam na frente, eram talvez os melhores jamais construídos por Patrick Head. O Brasileiro não reclamou, cerrou os dentes e foi o que se viu, no final da primeira volta já tinha zupado os quatro primeiros, mesmo se entre eles estavam para aí doze campeonatos mundiais, entre Schumacher, Prost e Hill.

À procura do limite


Aí está um piloto a quem nunca se ouviu uma queixa acerca do carro. Limitava-se a sentar-se e conduzir sempre no limite do que as condições lhe permitiam, por isso ficou conhecido como o maior.

Prémio - "a galinha da vizinha é melhor que a minha"


Miguel Campos insistiu este ano num discurso que ninguém, ou talvez só ele compreende. O ano parece que começou de feição, ficou com um dos patrocínios do seu principal concorrente, conseguiu um budget que lhe permitiu escolher o carro para conquistar o título, a equipa preparadora e até montar uma estrutura própria para o assistir durante o campeonato, não dependendo assim de terceiros.
Assim sendo, não se compreende o porquê de tanta queixa ao longo do ano, pois se tem razões de queixa é de si próprio, pois foi ele que escolheu o carro, o preparador e a equipa que tinha só para si. Muito para além do carro, as exibições foram muito pouco convincentes, bastando olhar para os dois ralis principais, o Rali de Portugal e o Rali da Madeira.

Wednesday, December 13, 2006

Rali Casinos do Algarve 2006


Para se ver como se andou no Algarve.

Prémio – “corto os pulsos, se me obrigam a correr aqui mais um ano”


Por uma questão de justiça Armindo Araújo já devia ter dado o salto para um campeonato mais competitivo, não falo do WRC mas pelo menos o Mundial de Grupo N.
Se pensarmos na situação caricata de há um ano atrás em que o Campeão Nacional do campeonato principal do nosso país ainda não sabia se a sua equipa iría conseguir os apoios suficientes para continuar a correr, então pensamos que o talento dele é suficiente para não ser desperdiçado nestas peripécias cá do burgo.
Lá arranjaram um patrocínio para garantir a época e entre um bocejo e outro, houve até tempo para o navegador bocejar e limpar uns quantos pontos à equipa, lá demonstrou mais uma vez que aqui já não há nada a provar (quatro títulos seguidos devem ser suficientes) e que até podia dar muito boa conta de si a correr contra os melhores do mundo.
Pela forma inequívoca como dominou as provas nacionais, pela forma como se bateu sempre que vieram pilotos de outra craveira correr entre nós e pelo facto de já andarmos neste cenário há quatro anos seguidos merece bem o título de melhor piloto Português em 2006.

Prémio - "tenho a mania que sou bom e até sou o melhor"


Verdade seja dita, Flavio Briatore não tem só jeito para passear top models pelo pit lane, o tipo tembém é muito bom no mundo da F1.
Conseguir o título Mundial, num ano em que a Renault lhe reduz o orçamento e o seu principal piloto assina por outra equipa, não é para todos. A Mercedes devia pagar bem para ter alguém como o Italiano no lugar do Ron Dennis.

Tuesday, December 12, 2006

Prémio - "miudagem"


Não admira que o Alonso tenha sido campeão, apesar de ser dos mais novos é o que tem mais juízo na testa. A época de 2006 foi uma época de miudagem, andavam todos ali a brincar aos pilotos, basta ver as corridas de Montoya, Button, Barrichelo, Fisichela, Trulli, Ralf, Speed ou Liuzzi, todos a passearem sem qualquer problema em cometer os erros mais aberrantes ou conseguir as classificações mais vergonhosas. Simplesmente miudagem que andou para ali a fazer número, transformando este ano num ano muito fraquinho para além da luta pelos primeiros lugares.

Prémio - "triste fado Português"


O Tiago não é um sobredotado da F1, mas também não tem sorte nenhuma. Num ano em que pagariam dividendos os conhecimentos e experiência acumulados na época de estreia, depara-se com uma equipa que é colocada à venda a meio do ano, com um companheiro Holandês moderadamente rápido mas que não faz nada para a equipa, a Toyota engana-se e em vez de fornecer motores de F1 envia motores do troféu Yaris, a equipa é comprada finalmente e maior dos azares, por um grupo Holandês. Nunca a Holanda teve uma panelinha tão grande na F1 e havia de calhar logo numa das poucas temporadas da história da competição em que está um Português a correr, ainda por cima na mesma equipa. Gaita!

Prémio - "ganho quase tanto como o Salo"


David Colthard inexplicavelmente, vai-se aguentando na F1 e ainda por cima sendo muito bem pago. Já os intermináveis anos na Mclaren ninguém era capaz de entender, a não ser o Ron Dennis, agora o contrato milionário com a Red Bull é um mistério maior que o de Fátima, pois certamente que não estamos a falar de velocidade dupe e neste caso nem se pode falar acerca de experência acumulada no desenvolvimento do carro, basta ver que o Red Bull deste ano era pouco melhor que o Toro Rosso e nada evoluíu ao longo do ano. O que é certo é que ele lá se aguenta e para o ano tem lugar outra vez.

Prémio - "o barbeiro mais bem pago"


Takuma Sato é conhecido no Brasil pelo “Barbeiro”, tal é a forma como corta trajectórias aos seus adversários. Cortar trajectórias, sair de pista com frequência ou mesmo zupar o Tiago Monteiro, não são argumentos suficientes para se entender porque razão é que o Japonês ganha 7 milhões de euros por temporada, pouco menos que o Alonso. A verdade é que o mercado é quem dita a lei na F1 e o mercado Japonês é simplesmente impressionante e quando toca ao desporto rei, então nem se fala. É uma personagem simpática, rápido que nem um Kamikaze e que se está a governar muito bem, mesmo que na pior equipa do pelotão.

Monday, December 11, 2006

Prémio - "a queimar dinheiro como mais ninguém"


Só mesmo a Mclaren é que faz concorrência à Toyota quando se trata de desperdiçar dinheiro, com a diferença de que o que a Mercedes gasta na equipa Inglesa engorda em muito a conta bancária de Ron Dennis.
Se a forma inacredidável como a Mercedes gere os seus destinos desportivos já não surpreende ninguém o mesmo já não se passa com a marca Japonesa, onde se esperava ver nas pistas pelo menos uma pequena sombra do que a marca é no mercado automóvel. A participação do gigante do sol nascente tem sido para lá de desastrosa tendo como cereja no topo do bolo o salário principesco que continuam a pagar a Ralf Schumacher, para este arrastar o nome de família de forma penosa GP após GP.

Retrato do automóvel (20)

O Guilherme deixou o Freelander pior que o chapéu de um pobre mas felizmente sobreviveu para nos poder enviar uma foto.

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Sunday, December 10, 2006

Prémio - "esta foi pela vez que gamei o campeonato ao Hill"


Michael Schumacher foi sem dúvida o melhor do ano, deixando sempre a impressão de que se continuasse poderia conquistar mais um ou dois títulos, mas não é por isso que alguém se vai ofender se não foi ele o Campeão do Mundo. Se pareceu injusto que no ano de despedida e depois de demonstrações inequívocas de velocidade, o Alemão não levou a taça para casa, também é verdade que pelo menos um dos múltiplos títulos que conquistou foi ordinariamente roubado a Damon Hill, que nesse ano tinha tudo para imitar o seu pai na conquista do Campeonato do Mundo de Pilotos de F1. Assim sendo, o desporto automóvel e Schumi ficaram quites, na memória de todos ficará sempre aquela espantosa demonstração de virtuosismo durante o GP do Brasil, o último da sua carreira.